Domingo, 9 de Agosto de 2009

Um ultimo Adeus ao grande artista Raul Solnado e o recordar das suas musicas em download de dois CD´s!!

Ate Sempre Raul Solnado!!! 1929-2009 parte 2

Raul Solnado, a vida não se perdeu* 


Raul Solnado, que morreu esta manhã, deixou gravado um último trabalho para a televisão: "As Divinas Comédias", uma série de quatro programas produzida pelas Produções Fictícias e pela Até ao Fim do Mundo, para a RTP 1, apresentada por Bruno Nogueira e Raul Solnado – a mais jovem e a mais antiga gerações do humor em Portugal. O primeiro irá já hoje para o ar, logo a seguir ao Telejornal.

Seria uma história do humor em Portugal contada por um dos seus principais protagonistas. Nascido em Lisboa em 1929, Solnado começou a carreira como actor no teatro amador, na Sociedade Guilherme Cossul, em 1947. Numa entrevista a Duarte Mexia, na "Pública", em 2002, conta como tentou ainda trabalhar na loja de móveis do pai, em frente à penitenciária – "não sabia o que queria ser na vida, sabia que queria ser actor, mas era uma coisa muito vaga". Mas já nessa altura aproveitava todas as oportunidades para ir ver os espectáculos dos seus ídolos, Vasco Santana, João Villaret, António Silva, Laura Alves.

Quando começou a fazer teatro amador todas as dúvidas desapareceram, e acabou por comunicar ao pai: "olhe pai, vou para o teatro". Foi. Em 53 estreou-se na revista com "Viva o Luxo", no Monumental. E no final da década no cinema com os filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo".

Conta, na mesma entrevista, que no princípio do seu trabalho na revista dizia "pouco mais do que meia dúzia de frases", e que foi o actor António Silva, que "era muitíssimo tímido", que lhe começou a achar piada e a puxar por ele. Mas o grande sucesso surgiu em 1961, com as rábulas e, sobretudo, com "A Guerra de 1908", um texto espanhol adaptado para português por Solnado. A história de um soldado que vai "bater à porta da guerra", editado em disco em 1962, torna-se um "best-seller".

Foi, recordava Solnado, "um grande salto, ‘o pulo do gato’", e, subitamente, uma popularidade "asfixiante" – tão asfixiante que o humorista teve que ir para o Brasil para poder respirar. "Eu ligava o rádio e lá estava eu a contar histórias. As pessoas convidavam-me para jantar e lá estava o disco, para eu ouvir. Sentia-me perseguido por mim mesmo".

O sucesso não se devia apenas ao facto de ser um texto “fabuloso”. Portugal estava em plena guerra colonial e, mesmo falando sobre outra guerra, "o texto foi como um grito", e Solnado achava estranho que a censura na época o tivesse deixado passar. "Os militares nos combates que tinham diziam as minhas frases, era como uma libertação". Havia nesta história de uma guerra que fechava à hora marcada um lado de "nonsense" "que em Portugal nunca se tinha ouvido". A popularidade foi tal que Solnado brincava dizendo que era “uma vítima da guerra".

O ano de 62 continuou a correr bem. Venceu o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema. Em 63 o sucesso continuou com o espectáculo Vamos contar Mentiras, com Florbela Queirós e Armando Cortês. O público era exigente. Mais do que exigente: "Quando a peça acabava exigiam que eu contasse mais histórias. [...] Um dia não contei, estava cansado ou doente, já não sei, e apedrejaram-me a carrinha. Foi horrível".

Na ressaca do sucesso da "guerra", Solnado regressou ao Brasil – onde tinha tido uma experiência falhada em 1958 – e desta vez as coisas correm muito melhor. "Entrei pela porta grande".

Em 1964 o actor e humorista tornou-se empresário, fundando o Teatro Villaret – na peça de estreia, em 1965, "O Impostor-Geral" foi o protagonista. Passou a fazer tudo como queria – “escolhia desde o tecido, a cor da tinta para escrever a peça, como se traduz, até à forma como se fazia a publicidade do lançamento” – mas pagou um preço, com os credores a baterem-lhe à porta.

Os textos humorísticos continuavam a ser editados em disco: Chamada para Washigton (em 1966), Cabeleireiro de Senhoras (68), e no início de 69 a compilação O Irresistível Raul Solnado.

É então que surge o segundo momento marcante da carreira: o programa Zip-Zip, gravado no Teatro Villaret, apresentado por Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, muda a televisão em Portugal. Dura apenas sete meses, mas, em plena primavera marcelista, é uma “pedrada no charco”. “Pela primeira vez um programa de televisão marcava a agenda das conversas dos portugueses”, recordava Adelino Gomes no Público em 2002.

O primeiro Zip-Zip foi gravado num sábado, 24 de Maio "perante uma plateia de amigos e curiosos que compraram um bilhete de entrada por dez escudos". A crítica não poupou os elogios, e os autores recebem agradecimentos de pessoas na rua. Intelectuais, escritores, artistas, figuras que nunca tinham tido oportunidade de falar na televisão, passaram pelo palco do Villaret naqueles sete meses que durou o programa cujo nome foi inventado por Solnado durante uma viagem ao Porto – um nome que era bom "precisamente porque não queria dizer nada". E se na primeira gravação foi preciso convidar pessoas para assistir, nos seguintes os bilhetes esgotavam-se com enorme antecedência. E as ruas de Lisboa ficavam vazias às segundas-feiras à noite.

O sucesso televisivo volta a repetir-se (embora com um impacto diferente, porque por essa altura Portugal já tinha mudado) em 1977 com o programa A Visita da Cornélia, em que a interlocutora de Solnado era a vaca Cornélia.

Solnado continua a fazer teatro – "Há Petróleo no Beato" (1981) é um imenso sucesso – ao mesmo tempo que mantém presença na televisão. Novamente com os amigos Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta o programa O Resto São Cantigas, em que se recordam músicos da época áurea da música ligeira portuguesa, e mais tarde apresenta o concurso Faz de Conta. É protagonista da "sitcom" "Lá Em Casa Tudo Bem", mas é no filme "A Balada da Praia dos Cães" (1987), de José Fonseca e Costa, que revela o seu extraordinário talento como actor dramático.

Em 1991 publica a sua biografia, "A Vida Não Se Perdeu", escrita por Leonor Xavier (que foi sua mulher durante 15 anos). Em 93 participa, ao lado de Eunice Muñoz na telenovela "A Banqueira do Povo" e continua a fazer teatro – nomeadamente a peça "O Magnífico Reitor" (2001), de Freitas do Amaral.

Numa homenagem, em 2002, no Festival Internacional de Humor de Lisboa, no Tivoli, Carlos Cruz agradeceu ao amigo. "Não temos o direito de lhe exigir nada porque ele nos deu tudo", disse. "Cinquenta anos, Raul, não é nada. É o teu princípio". Seis anos depois, a nova geração do humor em Portugal ainda teve a ajuda dele para a ajudar a contar a história.

 

Raul Solnado: alguns vídeos para lembrar sempre:

 

  • Raul Solnado homenageado pelo Teatro Villaret (LUSA)


Leia mais:


Solnado começou a trabalhar aos 18 anos no teatro amador, na Guilherme Cossul. Em 1952 teve a sua estreia profissional no Máxime, e nunca mais parou. Fez televisão (o motor para a popularidade), teatro, cinema e pôs assim milhões de portugueses a rir. O seu nome passou a ser sinónimo de humor em Portugal, sendo uma referência para os novos humoristas que surgiram depois dele.

 








Aos 79 anos
Morreu o actor Raul Solnado 

O actor Raul Solnado morreu hoje às 10h50, aos 79 anos, na sequência da evolução de um quadro clínico Cardio-Vascular grave, informou a Direcção Clinica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O velório do humorista realiza-se hoje, a partir das 21h00 no Palácio das Galveias, em Lisboa e o funeral parte amanhã, às 18h00, para o cemitério dos Olivais. A cerimónia de cremação está marcada para as 20h00.

Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929. Entrou no mundo do teatro em 1947, enquanto actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul.

Mais tarde, em 1952, profissionalizou-se e começou a construir uma carreira como artista de variedades e teatral, não pondo de lado a sua via humorística na rádio e na música.

Em 1960 adapta para português um sketch do espanhol Miguel Gila - "A Guerra de 1908" - e, em Outubro de 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória. A edição em disco deste sketch, juntamente com outro muito popular - "A história da minha vida", bate todos os recordes de vendas.

A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".

A RTP preparava o regresso do actor e humorista à televisão, num programa ao lado de Bruno Nogueira, sobre 50 anos de humor em Portugal.

Pelo seu contributo, Raul Solnado recebeu, a 10 de Junho de 2004, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Até à sua morte foi director da Casa do Artista, em Lisboa, instituição que fundou em 1999 juntamente com outros actores.

 

 

 

Funeral de Raul Solnado foi hoje (domingo) às 18 horas

Raul Solnado, quando entrevistava o famoso futebolista brasileiro, Pelé no programa "A visita da Cornelia" Manuel Moura, Lusa

Raul Solnado morreu este sábado de manhã de doença cardio-vascular grave. O corpo do actor está em câmara ardente no Palácio das Galveias, Campo Pequeno, e o funeral realiza-se domingo às 18h00 para o cemitério dos Olivais.

Raul Solnado despede-se ao 79 anos. Uma vida cheia, como lembram os amigos, de "generosidade", "grande humildade" e cheia de sucessos no teatro e na televisão.

Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929 na Madrogoa, onde pisou o palco pela primeira vez, na Sociedade Guilherme Cossul.

Desde esse momento que a vida do homem se mistura com a do artista. (ver vídeos e áudios relacionados)

Presidente da República presta homenagem a Raul Solnado

"Foi com grande pesar que tomei conhecimento da morte de Raul Solnado, figura bem conhecida e querida dos Portugueses, cujo desaparecimento deixa um enorme vazio entre todos os que nos habituámos a com ele conviver", disse Cavaco Silva em nota enviada às redacções.

"Quero, em nome do povo português e em meu nome pessoal, apresentar sentidas condolências à família de Raul Solnado, um grande vulto do teatro, do cinema e da televisão, que marcou uma época e sucessivas gerações de artistas, bem como dos seus espectadores", acrescenta.

Primeiro-ministro lamenta morte de Raul Solnado

"Raul Solnado foi sempre um dos artistas mais amados e mais admirados pelos portugueses e, para várias gerações, foi também uma referência permanente com uma vida plena e intensamente dedicada à arte e à cultura", disse o primeiro-ministro em comunicado.

José Sócrates escreve ainda que o actor era "um artista ímpar, um cidadão exemplar e um dos grandes vultus da cultura portuguesa".



RTP antecipa transmissão de série `Divinas Comédias` para homenagear Raul Solnado

Lisboa, 08 Ago (Lusa) - A RTP antecipou para a transmissão do primeiro de quatro programas sobre o humor em Portugal apresentados por Raul Solnado e pelo humorista Bruno Nogueira para homenagear o actor hoje falecido, disse a porta-voz da estação pública.

"Contávamos ter tempo para apresentar o projecto, mas decidimos antecipar a transmissão dos programas como forma de homenagear Raul Solnado", disse à agência Lusa a porta-voz da RTP, adiantando que o primeiro programa da série "Divinas Comédias" já foi transmitido.

Os outros três programas serão transmitidos até terça-feira, sempre após o Telejornal, excepto no domingo, dia em que as "Divinas Comédias" vão `para o ar` depois do jogo de futebol da Super Taça Cândido de Oliveira.

 

Raul Solnado - Best Seller dos Discos

Prestamos a nossa possivel homenagem, ao melhor humorista nacional de sempre, pois nada é suficiente para lhe agradecer todos os momentos de riso que nos proporcionou! Uma personalidade deste calibre não morre! Irás ficar para sempre vivo enquanto a tua voz nos der uma boa risada!

 

1 A guerra de 1908
2 História da minha vida
3 Ida ao médico.
4 É do inimigo?
5 Concerto de violino (da revista Lisboa à noite)
6 O bombeiro voluntário
7 Chamada para Washington
8 O repuxo
9 O cabeleireiro de senhoras

10 A Selva e os seus Leopoldos
11 Cirurgia Plástica
12 É da maternidade
13 História do meu suicídio
14 O Penitente
15 Os Tripeiros

 

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1- Fritz
2- O Ladrão
3- O Espião do Celtic
4- John Silva
5- O Homem do Emblema


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publicado por Rickymcdread às 23:57
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